Como não pára de chover há 1 semana, e eu tinha uma reunião, resolvi me aventurar no volante do Silva. Mas não antes de me certificar antes de sair de casa, que na rua que eu ia parar, que não tem saída, era fácil manobrar. Sabe como é, né... quando falta habilidade, tem que sobrar prevenção.
Eu: - Meu bem, na rua do Cláudio tem como contornar no final?
Marido: - Acho que tem uma árvore no meio da rua. Dá pra dar a volta nela. Se não tiver, aquela rua é mais larga que a nossa. Se você consegue manobrar aqui, consegue manobrar lá. A única diferença é que aqui, se você errar, bate numa cerca. Lá, você despenca num barraco. Mas tudo bem, o carro tem seguro, e o seguro cobre mesmo com você dirigindo.
Eu: - Mas o seguro cobre casos de burrice extrema?
Diante da confirmação dele, saí de casa tranquila.
Depois de uma reunião muito divertida, onde descobri que o cliente em comum queria arrancar uma coluna do bar pra não atrapalhar a visão do palco, saí leve e distraída. Parei na porta, comentando sobre o carro novo, e sobre como eu não tinha experiência em dirigir... até ri quando percebi que a roda traseira estava um pouquinho em cima da calçada. Sabe como é... mania de perfeição. Como eu sei que não sei dirigir, tenho obsessão por parar o carro beeeem colado no meio fio, pra ninguém perceber que eu não sei. Por isso, quando eu estacionei, dei uma ré pra ajeitar o carro, e ele ficou assim, meio de banda...
Saí pensando no que tinha que comprar no mercado: pão, cebola, e um rodinho pra enxugar a pia (pedido do marido). Quando me dei por mim, eu já tinha dado a volta errado na árvore, e na minha frente tinha um muro. Depois do muro, tinha o tal do penhasco (exagero... só um barranquinho). O que se faz numa hora dessa?
a) Pisa no freio
b) Pisa no acelerador
c) Puxa o freio de mão
d) N.D.A
Bem, você que é um ás do volante, certamente respondeu A. Eu juro que eu tentei, mas minha perna entendeu B, e lá fui eu, atravessar o muro. Atravessar mesmo, porque ele era baixo e muito frágil, e eu só parei porque tinha um pé de hibisco parrudo logo depois. Se não tivesse... bem, se não tivesse, eu nem sei... mas o fato é que tinha e eu parei. As rodinhas da frente penduradas, metade do carro ainda na rua. Depois que eu consegui parar de me xingar, olhei à volta e vi pessoas preocupadas. Acalmei todos e, claro, liguei pro marido. Depois liguei também pro meu amigo que mora ali na rua, e ele foi lá me dar um apoio moral.
Chega o marido, liga pro seguro, e enquanto isso, as pessoas passam. Todo mundo sem entender como podia uma coisa daquelas ter acontecido. E eu explicando: foi burrice mesmo, minha gente. Até que chega um casal muito simpático, morador da rua, e foi quando eu ouvi a frase título. A pobre da mulher, sem poder imaginar um acidente bizarro desse, pensou que a vizinha tivesse "construído" uma garagem.
Depois disso, o que mais ouvi foi: "só não bate quem não dirige", ou "pra não passar por isso, só não tendo carro", ou ainda "tem que fazer que nem neném, não pode desistir de andar na 1a queda", entre outras para tentar levantar minha moral. Ok, sei que é assim, mas o sentimento de incompetência, e o medo de me descobrir altamente perigosa vão demorar um pouquinho pra passar. Enquanto não passam, vou fazer que nem a Angélica: vou de táxi. Ou de carona, ou de bicicleta (se parar de chover).
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sábado, 31 de outubro de 2009
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Aí você ganha um gatinho e cria com todo amor, dá pra ele ração especial... depois você adota uma gatinha de rua, e dá pra ela o mesmo amor e ração que você deu pro seu outro gatinho.
Então, um belo dia aparece um camundongo na sua casa, e o que eles fazem a esse respeito??? NADA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Tá certo que, quando imaginei um dos 2 com o rato na boca, achei a idéia nojenta, e meu valente marido tratou de tentar expulsá-lo com uma vassoura. Deu trabalho, porque o bicho era burro pacas, e sempre corria pra perto dos gatos. Estes, por sua vez, só queriam saber de brincar... podia ser um rato, ou um carrinho de controle remoto, ou uma rolha de vinho, que ia dar no mesmo... E eu, bem... onde poderia estar uma mulher numa hora dessas? Em cima da escada, claro.
Alguém explica pra esses gatos que é função deles é expulsar os ratos? Porque meus gatos só matam passarinhos? Onde foi que eu errei????
Então, um belo dia aparece um camundongo na sua casa, e o que eles fazem a esse respeito??? NADA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Tá certo que, quando imaginei um dos 2 com o rato na boca, achei a idéia nojenta, e meu valente marido tratou de tentar expulsá-lo com uma vassoura. Deu trabalho, porque o bicho era burro pacas, e sempre corria pra perto dos gatos. Estes, por sua vez, só queriam saber de brincar... podia ser um rato, ou um carrinho de controle remoto, ou uma rolha de vinho, que ia dar no mesmo... E eu, bem... onde poderia estar uma mulher numa hora dessas? Em cima da escada, claro.
Alguém explica pra esses gatos que é função deles é expulsar os ratos? Porque meus gatos só matam passarinhos? Onde foi que eu errei????
segunda-feira, 15 de junho de 2009
James Blunt no arrocha
O que pode ser pior do que ouvir James Blunt? Até sábado, eu diria que nada pode ser pior. Mas ontem mudei de idéia.
Explico: da minha casa dá para ouvir os shows da festa junina aqui da cidade. Geralmente contratam umas bandas bem chulé pra tocar, e nesta festa não está sendo diferente. Aquelas cantoras de voz esganiçada, mal-vestidas, e com uma maquiagem e um penteado toscos, acompanhadas por uma banda pra lá de ruim. E o pior, tocando qualquer música do mundo em ritmo de arrocha.
( Ahhhhhhhh, você não sabe o que é arrocha? Não tá perdendo nada. Nem se dê o trabalho de ir no You Tube procurar. Contente-se com a simples explicação: é tipo forró, só que ruim. )
Então... imagina essa banda descrita aí em cima cantando Vanessa da Mata... depois Titãs... assassinando tudo de bom que você conhece. E aí, quando você acha que isso é o fim dos tempos, eles cantam uma música ruim, em inglês, em ritmo de arrocha!!! Espero que isso seja o fim, porque se não for, eu me mudo daqui.
Agora todo mundo comigo:
Explico: da minha casa dá para ouvir os shows da festa junina aqui da cidade. Geralmente contratam umas bandas bem chulé pra tocar, e nesta festa não está sendo diferente. Aquelas cantoras de voz esganiçada, mal-vestidas, e com uma maquiagem e um penteado toscos, acompanhadas por uma banda pra lá de ruim. E o pior, tocando qualquer música do mundo em ritmo de arrocha.
( Ahhhhhhhh, você não sabe o que é arrocha? Não tá perdendo nada. Nem se dê o trabalho de ir no You Tube procurar. Contente-se com a simples explicação: é tipo forró, só que ruim. )
Então... imagina essa banda descrita aí em cima cantando Vanessa da Mata... depois Titãs... assassinando tudo de bom que você conhece. E aí, quando você acha que isso é o fim dos tempos, eles cantam uma música ruim, em inglês, em ritmo de arrocha!!! Espero que isso seja o fim, porque se não for, eu me mudo daqui.
Agora todo mundo comigo:
You're beautiful.
You're beautiful.
You're beautiful, it's true.
I saw your face in a crowded place,
And I don't know what to do,
'Cause I'll never be with you.
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O paraíso tem defeitos,
Vida selvagem
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Olha o passarinho!
A gente olha pra um passarinho, e só pensa coisas meigas, né? Tipo: ai que fofinho, ai que bonitinho, e por aí vai...
A gente nunca pensa, automaticamente, que o bicho é doido, maconheiro, chapadão e afins... Mas os fatos dos últimos 3 dias me fizeram mudar meu modo de ver as pequenas aves. Vou contar.
No sábado pela manhã eu e marido estávamos ainda deitados fazendo coisas que vocês não precisam saber ( e estão proibidos de imaginar) quando fomos surpreendidos por um barulho estranho. Uma batida na janela. Ele levantou para olhar e não viu nada. Outra batida, outra levantada, e nada. Esquecemos do assunto.
Até o domingo de manhã. Quando o dia clareou, e aqui o dia tem o péssimo hábito de clarear muuuuuuuito cedo, fomos acordados pelo mesmo som estranho. Mas desta vez nós conseguimos entender o que estava acontecendo: um passarinho mutcho loco estava se debatendo contra o vidro. Ele ia lá, se debatia por alguns segundos, depois sumia, passavam-se alguns minutos, e ele voltava, se debatia, sumia etc etc etc
Ele ficou nisso por horas, e nós, sem entender nada e sem vontade de sair da cama cedo, nos acostumamos ao barulho, e voltamos a dormir.
E o que vocês acham que aconteceu hoje às 5 da manhã???? Então... lá veio ele. Eu não sabia se ria, se chamava a carrocinha, ou um psicólogo de animais. Confesso que me passou pela cabeça também dar um tiro no desgraçado do bicho, porque às vezes, só às vezes, eu sou uma pessoa má. Cheguei a pensar que era algum tipo de pegadinha, ou que ele apostou com os amiguinhos que conseguiria nos enlouquecer em 3 dias. Talvez ele estivesse apenas querendo nos contar alguma coisa importante.
Mas não consegui chegar a nenhuma conclusão. E também não precisei tomar nenhuma atitude radical, porque meu marido, que é um gênio, teve uma idéa brilhante! Ele resolveu improvisar um espantalho! Eu, que nunca tive familiares fazendeiros, como os dele, nunca ia ter uma idéia dessa. Muito menos iria imaginar que qualquer rosto, mesmo numa revista, poderia servir.
Ele pegou as primeiras revistas que viu pela frente: TPM da Cláudia Abreu, Marie Claire da Giovanna Antonelli, e Carta Capital do Daniel Dantas. Coitadas das moças, vão ficar deprimidas se souberem que viraram espantalhos. O Daniel Dantas nem tanto, ele já deve estar acostumado. Acho até que foi a foto dele que realmente assustou o bicho. Só sei que o efeito foi imediato. O passarinho maluco não voltou mais, e pudemos dormir em paz. Por via das dúvidas, vamos deixar as revistas na janela por mais uns dias.
A gente nunca pensa, automaticamente, que o bicho é doido, maconheiro, chapadão e afins... Mas os fatos dos últimos 3 dias me fizeram mudar meu modo de ver as pequenas aves. Vou contar.
No sábado pela manhã eu e marido estávamos ainda deitados fazendo coisas que vocês não precisam saber ( e estão proibidos de imaginar) quando fomos surpreendidos por um barulho estranho. Uma batida na janela. Ele levantou para olhar e não viu nada. Outra batida, outra levantada, e nada. Esquecemos do assunto.
Até o domingo de manhã. Quando o dia clareou, e aqui o dia tem o péssimo hábito de clarear muuuuuuuito cedo, fomos acordados pelo mesmo som estranho. Mas desta vez nós conseguimos entender o que estava acontecendo: um passarinho mutcho loco estava se debatendo contra o vidro. Ele ia lá, se debatia por alguns segundos, depois sumia, passavam-se alguns minutos, e ele voltava, se debatia, sumia etc etc etc
Ele ficou nisso por horas, e nós, sem entender nada e sem vontade de sair da cama cedo, nos acostumamos ao barulho, e voltamos a dormir.
E o que vocês acham que aconteceu hoje às 5 da manhã???? Então... lá veio ele. Eu não sabia se ria, se chamava a carrocinha, ou um psicólogo de animais. Confesso que me passou pela cabeça também dar um tiro no desgraçado do bicho, porque às vezes, só às vezes, eu sou uma pessoa má. Cheguei a pensar que era algum tipo de pegadinha, ou que ele apostou com os amiguinhos que conseguiria nos enlouquecer em 3 dias. Talvez ele estivesse apenas querendo nos contar alguma coisa importante.
Mas não consegui chegar a nenhuma conclusão. E também não precisei tomar nenhuma atitude radical, porque meu marido, que é um gênio, teve uma idéa brilhante! Ele resolveu improvisar um espantalho! Eu, que nunca tive familiares fazendeiros, como os dele, nunca ia ter uma idéia dessa. Muito menos iria imaginar que qualquer rosto, mesmo numa revista, poderia servir.
Ele pegou as primeiras revistas que viu pela frente: TPM da Cláudia Abreu, Marie Claire da Giovanna Antonelli, e Carta Capital do Daniel Dantas. Coitadas das moças, vão ficar deprimidas se souberem que viraram espantalhos. O Daniel Dantas nem tanto, ele já deve estar acostumado. Acho até que foi a foto dele que realmente assustou o bicho. Só sei que o efeito foi imediato. O passarinho maluco não voltou mais, e pudemos dormir em paz. Por via das dúvidas, vamos deixar as revistas na janela por mais uns dias.
domingo, 29 de junho de 2008
Os sem-floresta
E o animal de hoje é: O Gambá! Este incompreendido.
Tem um morando no forro lá de casa. Aliás, o telhado dessa casa anda muito movimentado. Estaria tudo bem se ele se contentasse com a estadia gratuita, mas o bicho é abusado e quer pensão completa. Sei que ele está apenas tentando sobreviver neste mundo cruel, mas eu não sou o Capitão-Planeta, então, no que depender de mim, ele vai ter que continuar procurando alimento no que sobrou de mata nas redondezas.
Meu ecológico marido, no primeiro contato que teve com o bicho, achou até bonitinho ver ele comendo a ração do nosso gatinho. Mas eu não. Meu gatinho paga a ração dele com os ronronados, miados, e rolamentos fofos. O Gambá vai rolar no chão e ficar de barriga pra cima pedindo carinho? Acho que não.
Mas no segundo encontro até o marido mudou de opinião. A cena do Gambá segurando o pote de ração e rosnando para o nosso gato deixou ele furioso. Você entendeu direito. O Gambá rosnou para o nosso gato!!!
Jorge Amado, gato criado em apartamento, que nunca passou fome na vida, olhava pro Gambá curioso. nem reagiu. Acho que ele tá virando socialista. Ele sabe que dentro do armário tem um pote cheio, além de umas latinhas de atum. Então, o que que tem deixar aquele pobre sem-teto comer um pouquinho? Esse lado socialista dele está começando a nos preocupar. Outro dia era o Gato Amarelo que tava lá fazendo uma boquinha, agora o Gambá... daqui a pouco vai ter fila de bichinhos carentes na nossa porta, querendo o Sopão do Jorge Amado.
Tem um morando no forro lá de casa. Aliás, o telhado dessa casa anda muito movimentado. Estaria tudo bem se ele se contentasse com a estadia gratuita, mas o bicho é abusado e quer pensão completa. Sei que ele está apenas tentando sobreviver neste mundo cruel, mas eu não sou o Capitão-Planeta, então, no que depender de mim, ele vai ter que continuar procurando alimento no que sobrou de mata nas redondezas.
Meu ecológico marido, no primeiro contato que teve com o bicho, achou até bonitinho ver ele comendo a ração do nosso gatinho. Mas eu não. Meu gatinho paga a ração dele com os ronronados, miados, e rolamentos fofos. O Gambá vai rolar no chão e ficar de barriga pra cima pedindo carinho? Acho que não.
Mas no segundo encontro até o marido mudou de opinião. A cena do Gambá segurando o pote de ração e rosnando para o nosso gato deixou ele furioso. Você entendeu direito. O Gambá rosnou para o nosso gato!!!
Jorge Amado, gato criado em apartamento, que nunca passou fome na vida, olhava pro Gambá curioso. nem reagiu. Acho que ele tá virando socialista. Ele sabe que dentro do armário tem um pote cheio, além de umas latinhas de atum. Então, o que que tem deixar aquele pobre sem-teto comer um pouquinho? Esse lado socialista dele está começando a nos preocupar. Outro dia era o Gato Amarelo que tava lá fazendo uma boquinha, agora o Gambá... daqui a pouco vai ter fila de bichinhos carentes na nossa porta, querendo o Sopão do Jorge Amado.
quarta-feira, 11 de junho de 2008
Que bicho é esse?

Se você, como eu, foi criado num apartamento no Rio de Janeiro, soltou pipa no ventilador, e jogou bolinha-de-gude no tapete, vai achar que é um rato.
Eu também achei quando vi um passando perto da janela do escritório. Levei um baita susto!!! O bicho era grande, metade do tamanho do Jorge, que vinha logo atrás, todo curioso. Liguei até pro marido, que é o que toda mocinha em apuros faria, mas ele não pôde vir me salvar de imediato, porque estava na balsa. E agora, quem poderá me defender? Como o Chapolin Colorado também não apareceu, fiz a única coisa que eu podia fazer pra me defender da ameaça: gritar! Mentira, eu não gritei não... até porque o danado subiu numa árvore, e sumiu no telhado do vizinho. Mas que deu vontade, deu.
Pra aliviar a tensão, fui conversar com os vizinhos. Foi aí que eu descobri que isso aí não é um rato. É um Jupatí, ou Cuíca, ou Metachirus nudicaudatus. Segundo a vizinha, ele pode ser meu amiguinho. E o Google disse que ele come insetos. Mas quer saber, eu não acredito!!! Pra mim, ele vai continuar sendo um rato feio e malvado. E se ele aparecer aqui de novo, eu grito, e subo numa cadeira.
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